Quando acordei com as notícias de que o Paulo Pereira Cristóvão, e por extensão, o próprio Sporting, estaria envolvido em "obscuridades", fiquei como muitos sportinguistas ficaram, boquiabertos por um instante e envergonhados nos momentos seguintes.
Como é que poderíamos, nós, aqueles que mais razões de queixa temos das arbitragens, continuar a criticar os árbitros e aqueles que deles se usaram para vencer jogos e campeonatos?
Se eu vivesse no Reino Unido e o meu clube se chamasse Sporting Club of England e a nossa competição principal se chamasse Premier League e não houvessem dirigentes de clubes chamados Pinto da Costa ou Luís Filipe Vieira ou mesmo Rui Alves, aí sim, sentir-me-ia envergonhado por ter visto alguém do meu clube ligado a cenas "cardinais".
Mas de súbito, lembrei-me que estava em Portugal, com o Sporting a competir na Liga Zon Sagres, no futebol dos "quinhentinhos", do Apito Dourado, da fruta, dos cafés, do Lucílio, do Paixão, dos Calheiros, das viagens Cosmos, do João-pode-ser-Ferreira, do Ferrari de Setúbal, do Jorge-azia-Coroado, dos jogos com o Estoril jogados no Algarve, dos Freeports, das Casas Pia, dos submarinos e de mais umas centenas de "casos" muito mal explicados e nunca devidamente esclarecidos, portanto, seria agora que me iria indignar?
Bardamerda, pah.
Pronto, este é o meu discurso público quando alguém me pergunta a opinião sobre o caso #ppc.
O meu discurso interno é, sobretudo, um discurso moral e envergonhado... por termos um tipo que passou vinte anos na PJ e quando tenta fazer uma "à la Pinto da Costa", comete argoladas que não lembra ao diabo!
Mandar um empregado fazer um pagamento?? Nunca ouviu falar em e-banking, offshores, Paypal, transferências bancárias, proxys?? Hello?
Foda-se, que amadorismo. Só nos resta espera e rezar que tenhamos a sorte destes 3 estarolas.
E amanhã até os comemos! O Sá Pinto vai dar outro banho táctico, desta vez ao El Loco Bielsa.
SL
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