Monday, January 9, 2012

Taty Princesa: de patricinha da Zona Sul a sucesso no funk

Taty Princesa (Foto: Felipe Moreno / Divulgação)

Não foi fácil para uma loira malhadora, moradora da Gávea - bairro abastado da Zona Sul do Rio de Janeiro -, ganhar terreno em um gênero musical conhecido por cantar a vida nas favelas e periferias da cidade. Mas valeu o esforço: com cinco anos de carreira, Taty Gomes, a Taty Princesa, emplacou música no CD "Pancadão do Caldeirão", do "Caldeirão do Huck", foi capa da revista "Playboy", participou do Show da Virada da TV Globo e hoje faz cerca de 20 shows por mês - roda o Brasil e já se apresentou nos Estados Unidos e na Bolívia.
A boa fase inclui o lançamento de seu primeiro disco solo, "Ele treme comigo", oficializando sua carreira à parte da extinta dupla Princesa e Plebeu, com boa recepção nas rádios especializadas com a música de trabalho, "Show particular". Mas como foi que ela venceu a desconfiança dos funkeiros das comunidades fazendo o que gosta e sem mudar seu jeito patricinha?

"Na época da Princesa e Plebeu, meu parceiro de palco, Ronaldinho Plebeu, chegou a ouvir bastante do pessoal da comunidade dele: 'poxa, vai cantar com menina que não é do nosso meio, ela não vai saber fazer'. Eu morava na Gávea, estava acostumada a sair a pé para andar pelo Leblon. Ele era do Bonde Nervoso (intérprete de "proibidões") e tinha largado o Bonde pra cantar comigo. Foi a nossa energia no palco que convenceu o povo." A dupla se desfez em outubro de 2010, quando Taty e Ronaldinho já não tinham mais tanto em comum musicalmente. "Depois de cinco anos de dupla, queríamos coisas diferentes para o repertório," conta a funkeira.
Taty Princesa (Foto: Felipe Moreno / Divulgação)

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